Happy Nation?

Posted: Abril 12, 2013 in Crítica, Falando Sério, pensamentos, política

ace of base

Laudate omnes gentes laudate

Magnificat in secula

Et anima mea laudate

Magnificat in secula

Estava eu ali no meu carro naquele trânsito infernal que está Fortaleza ouvindo meu querido Ace of Base e pensando na vida. Daí quando começou a tocar Happy Nation eu comecei a associar as idéias da música com a situação atual do nosso queridíssimo (ok) país. Seria possível vivermos numa nação feliz?

Num Brasil cheio de Felicianus e Silascaram, onde a hipocrisia domina doutrinas religiosas e familiares, onde o que o vizinho faz da vida é assunto do jantar na hora da novela que ensina a fazer o mesmo, fica bem difícil poder viver da maneira como se acredita ser certa – a nossa.

Qualquer pessoa que tenha um pensamento diferente daquele da maioria acaba sofrendo um preconceito e um tolhimento de maneira que é impossível viver a felicidade individual. Precisamos colocar uma máscara de contentamento e padronização para sermos aceitos, ouvidos e até mesmo sermos considerados ‘gente’ e não sermos chamados de revoltados (foda-se, pra não perder o costume). Isso tudo começa a partir de princípios erroneamente interpretados que são sociedade e democracia.

Lord-of-the-Flies-image

Nas leis de evolução e adaptação das espécies não há espaço para os mais fracos – foi com esse intuito, o de proteger a vida humana em todos os âmbitos, que a sociedade foi criada. Ela apenas existe para que os interesses do mais forte não tirem o direito à vida do mais fraco. Leis que regulam o que podemos ou não fazer são apenas para garantir com que o que eu faço não tire o direito de outra pessoa. Agora me digam, é isso que acontece? Não mesmo. A sociedade hoje em dia é um meio de manipulação, utilizado pelos mais fortes, de maneira ainda mais cruel do que a própria sobrevivência na selva. Welcome to the jungle pode ser muito bem traduzido como bem-vindo à maioridade. Para quem não leu, aconselho “Lord of the flies – William Goulding” (O senhor das moscas), daí vocês terão uma ilustração ainda melhor do que eu falo.

DEMOS, que significa povo, jamais significou maioria. Não é a opinião da maioria que deveria valer, mas a opinião do povo. Para se ter uma democracia efetiva, um representante de cada “tipo” de gente seria necessário no congresso. Venhamos e voltemos, piada maior que essa só a da vaquinha verde – longa e sem graça. Daí começam os protestos de “não me representa”. Foi feito um rebuliço enorme com o fato de que não somos representados como humano pelo Feliciano – Porém perceba que não somos representados há muito tempo por quase ninguém em Brasília. Já pararam pra pensar nisso, ou vocês estão apenas na modinha de criticar o absurdo mais recente?

Ora, juntando essas duas coisas, perceba que algo muito errado está acontecendo – há muito tempo. Ninguém me representa, a não ser eu mesmo, e eu não posso ser eu mesmo pra não ser julgado. Ah vá! E aí, o que você vai fazer?

bandeira_do_brasil1

Sou brasileiro e o meu país não me representa.

Eu vos respondo, queridos leitores: Eu vivo do jeito que eu quero viver, deixando que as pessoas vivam do jeito que elas querem viver – contanto que eu não atrapalhe ninguém e vice-versa. Estou cagando pra sociedade por que ela não me representa, e não representa nem mesmo o seu próprio significado. Eu defendo os ideais que ela deveria defender, e não os novos que ela criou. Infelizmente uma só cabeça pensante não faz muita coisa, portanto, comecem a pensar.

Hoje, dentro da minha casa existe a filosofia Happy Nation – for the people, for the good, for mankind brotherhood. Se dentro de todas as casas existissem, o resto seria consequência. Mas a discriminação já começa dentro da própria família quando algum membro resolve seguir uma religião diferente, ou resolve se assumir gay, ou decide casar com uma pessoa de cor ou classe social diferente, ou resolve ‘se amigar’ sem casar… É hipocrisia demais.

No meu próximo post, no qual vou falar sobre religião, explico a relação dos dizeres em latim no começo dessa publicação. É assim que Ace of Base inicia a música que deu origem a esse post. Pra quem não conhece, aperta aqui embaixo (that’s what she said) e ouça essa maravilha dos anos 90 que você está perdendo. Tem mais músicas deles na minha playlist ao lado. Um beijo na bunda, e até segunda.

“It’s no man’s fit to rule the world alone. A man will die, but not his ideas”

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